Panteão Real à Sombra da Torre Hassan
O Mausoléu de Mohammed V ergue-se na Esplanada Yacoub al-Mansour, em Rabat, frente aos vestígios da Torre Hassan e da mesquita inacabada do século XII. Construído entre 1961 e 1971 sob encomenda do rei Hassan II, em homenagem ao seu pai, o monumento abriga os túmulos de Mohammed V — soberano que conduziu Marrocos à independência em 1956 — e dos seus filhos, Hassan II e o príncipe Moulay Abdallah. O projeto é da autoria do arquiteto vietnamita Eric Vo Toan, que conjugou o vocabulário tradicional alauíta com técnicas contemporâneas. A estrutura, revestida a mármore branco de Itália, destaca-se pelo telhado piramidal de telhas verdes esmaltadas, cor frequentemente associada ao Islão e usada como símbolo da dinastia reinante. A fachada exibe arcos em ferradura, moçárabes esculpidos, frisos epigráficos em caligrafia árabe e merlões dentados típicos da arte hispano-magrebina. Os candeeiros de ferro forjado e as balaustradas brancas integram a composição cerimonial do recinto, frequentemente apontado como um dos principais exemplos da arquitetura marroquina moderna.
The Mausoleum of Mohammed V stands on the Yacoub al-Mansour Esplanade in Rabat, across from the ruins of the Hassan Tower and the unfinished 12th-century mosque. Built between 1961 and 1971 at the behest of King Hassan II, in honor of his father, the monument houses the tombs of Mohammed V—the sovereign who led Morocco to independence in 1956—and his sons, Hassan II and Prince Moulay Abdallah. The design is by Vietnamese architect Eric Vo Toan, who combined traditional Alawite architectural elements with contemporary techniques. The structure, clad in white Italian marble, is distinguished by its pyramidal roof of green glazed tiles, a color often associated with Islam and used as a symbol of the ruling dynasty. The façade features horseshoe arches, sculpted muqarnas, epigraphic friezes in Arabic calligraphy, and crenellated merlons typical of Hispano-Maghreb art. The wrought-iron lamps and white balustrades complement the ceremonial composition of the complex, often cited as one of the prime examples of modern Moroccan architecture.



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