Memórias Ancoradas no Estuário do Tejo

📅: 2026-04-04 |  📷: NIKON CORPORATION NIKON D7000
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Junto ao cais de Recreio do Rosário, em Gaio-Rosário (concelho da Moita), várias embarcações encontram-se amarradas na margem abrigada do estuário do Tejo, numa zona de sapal e águas pouco profundas. A presença de barcos de pequeno porte e de casco com pouco calado reflete a adaptação à hidrodinâmica local: marés amplas, fundos lodosos e canais que mudam com a sedimentação. Estes ancoradouros serviram durante décadas atividades ribeirinhas como a pesca artesanal, a apanha de bivalves e o apoio às antigas salinas da região, integrando uma economia ligada ao Tejo e às ligações fluviais com Lisboa e a Margem Norte. Hoje, a utilização recreativa convive com esse legado, num território relevante para a biodiversidade do estuário, onde a gestão de amarrações e acessos procura minimizar impactos nos habitats do sapal.

Near the Recreio do Rosário pier in Gaio-Rosário (municipality of Moita), several boats are moored on the sheltered bank of the Tagus estuary, in an area of marshland and shallow waters. The presence of small boats with shallow drafts reflects an adaptation to the local hydrodynamics: wide tides, muddy bottoms, and channels that shift with sedimentation. For decades, these anchorages served riverside activities such as artisanal fishing, shellfish gathering, and support for the region’s historic salt pans, forming part of an economy tied to the Tagus and its river connections to Lisbon and the North Bank. Today, recreational use coexists with this legacy in an area critical to the estuary’s biodiversity, where the management of moorings and access points seeks to minimize impacts on the marsh habitats.

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