Macaca sylvanus: Vida e Conservação na Floresta de Cèdre Gouraud
Exemplar de Macaca sylvanus, comummente designado por macaco-de-gibraltar ou macaco-berbere, repousando sobre uma formação rochosa na região da floresta de Cèdre Gouraud, situada na cordilheira do Médio Atlas, em Marrocos. Esta espécie detém uma relevância biológica singular, sendo o único primata nativo a habitar a norte do deserto do Sahara e o único membro do género Macaca encontrado fora do continente asiático. Caracterizados pela ausência de cauda visível (vestigial) e por uma pelagem espessa adaptada aos invernos rigorosos das montanhas, estes animais enfrentam atualmente um estatuto de conservação "Em Perigo", segundo a Lista Vermelha da IUCN. A população local, outrora abundante nas florestas de cedros (Cedrus atlantica) e carvalhos, tem sofrido um declínio acentuado nas últimas décadas devido à fragmentação do habitat, ao comércio ilegal de animais exóticos e à interação humana desregulada. A presença destes primatas nesta zona específica do Atlas marroquino constitui um testemunho da biodiversidade resiliente da região, atraindo um turismo que, paradoxalmente, exige uma gestão rigorosa para garantir a sustentabilidade ecológica e a sobrevivência da espécie a longo prazo.
Specimen of Macaca sylvanus, commonly known as the Barbary macaque or Gibraltar monkey, resting on a rock formation in the Cèdre Gouraud forest region, located in the Middle Atlas mountain range in Morocco. This species is of unique biological importance, being the only native primate to inhabit the northern Sahara Desert and the only member of the Macaca genus found outside the Asian continent. Characterized by the absence of a visible tail (vestigial) and thick fur adapted to the harsh mountain winters, these animals are currently classified as “Endangered” according to the IUCN Red List. The local population, once abundant in the cedar (Cedrus atlantica) and oak forests, has suffered a sharp decline in recent decades due to habitat fragmentation, illegal trade in exotic animals, and unregulated human interaction. The presence of these primates in this specific area of the Moroccan Atlas Mountains is a testament to the region's resilient biodiversity, attracting tourism that, paradoxically, requires strict management to ensure ecological sustainability and the long-term survival of the species.



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