Coimbra Fragmentada: Uma Perspetiva da Ponte Pedro e Inês

📅: 2016-06-12  |  📷: NIKON CORPORATION NIKON D7000
🔆: f/9.0       |  🔍: 18.0 mm
⏱️: 1/3200 seg. |  🎚️: 100 ISO

Através dos painéis de vidro laminado colorido da Ponte Pedonal Pedro e Inês, erguida sobre o Rio Mondego em 2006, observa-se uma perspetiva fragmentada e singular de Coimbra. Esta estrutura, parte integrante do Programa Polis, foi concebida pelo engenheiro António Adão da Fonseca e pelo arquiteto Cecil Balmond, integrando passadiços de madeira e guardas laterais de vidro com formas geométricas irregulares em tons de amarelo, azul, verde e rosa, que filtram a luz e modificam a perceção cromática da envolvente. A ilusão de desencontro das margens, unidas por uma praça central suspensa, confere à ponte um design tecnicamente inovador. O enquadramento propiciado pelos vidros permite distinguir o Parque Verde e, ao fundo, a encosta da cidade, dominada pela Universidade de Coimbra, classificada como Património Mundial pela UNESCO. A ponte, além de promover a mobilidade pedonal e ciclável entre as margens, funciona como elemento de desenho urbano, modulando luz, transparência e segurança e estabelecendo uma ligação simbólica entre o passado histórico da cidade e a sua modernidade.

Through the colored laminated glass panels of the Pedro and Inês Pedestrian Bridge, erected over the Mondego River in 2006, a fragmented and unique perspective of Coimbra is observed. This structure, an integral part of the Polis Program, was conceived by engineer António Adão da Fonseca and architect Cecil Balmond, incorporating wooden walkways and glass side railings with irregular geometric shapes in shades of yellow, blue, green, and pink, which filter the light and modify the chromatic perception of the surroundings. The illusion of mismatched banks, united by a suspended central plaza, gives the bridge a technically innovative design. The framing provided by the glass allows distinguishing the Green Park and, in the background, the city's slope, dominated by the University of Coimbra, classified as a UNESCO World Heritage Site. The bridge, in addition to promoting pedestrian and cycling mobility between the banks, functions as an element of urban design, modulating light, transparency, and safety, and establishing a symbolic link between the city's historical past and its modernity.

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