Rua da Prata: O Elétrico Vermelho na Baixa
Na Rua da Prata, na Baixa Pombalina, um elétrico de via estreita circula entre fachadas setecentistas de traço regular, típicas da reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755. O plano pombalino introduziu uma malha ortogonal e edifícios padronizados, com varandas de ferro e estrutura interna em “gaiola” de madeira, concebida para melhorar o desempenho sísmico. A infraestrutura visível — carris embutidos no pavimento e rede aérea de alimentação — remete para a eletrificação dos transportes lisboetas no início do século XX, hoje operados pela Carris e também adaptados a percursos turísticos. A calçada portuguesa no passeio, com padrões geométricos em calcário e basalto, assinala um saber-fazer urbano associado ao espaço público da cidade. A rua, próxima do eixo da Praça do Comércio, articula comércio, mobilidade e património construído.
On Rua da Prata, in Baixa Pombalina, a narrow-gauge tram runs between regular 18th-century façades, typical of Lisbon's reconstruction after the 1755 earthquake. The Pombaline plan introduced an orthogonal grid and standardized buildings, with iron balconies and an internal wooden “cage” structure, designed to improve seismic performance. The visible infrastructure—rails embedded in the pavement and overhead power lines—refers to the electrification of Lisbon's transport system in the early 20th century, now operated by Carris and also adapted for tourist routes. The Portuguese pavement on the sidewalk, with geometric patterns in limestone and basalt, highlights an urban know-how associated with the city's public space. The street, close to the axis of Praça do Comércio, combines commerce, mobility, and built heritage.



Comentários
Enviar um comentário