📅: 2025-07-13 | 📷: samsung SM-A336B
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Pátio de acesso ao Real Mosteiro de Santa Clara em Tordesilhas, na província de Valladolid, considerado um dos exemplares mais notáveis da arte mudéjar na região de Castela e Leão. Originalmente edificado em meados do século XIV como um palácio real por ordem de Afonso XI e ampliado pelo seu filho Pedro I, o edifício foi posteriormente convertido num convento para a ordem das Clarissas. A arquitetura visível na fotografia destaca a fusão pragmática de materiais, evidenciada pelo uso extensivo de tijolo na fachada — típico da construção mudéjar castelhana — em contraste com as arcadas do pórtico suportadas por colunas de pedra. O complexo monástico possui uma profunda relevância histórica, não apenas pela sua riqueza artística, que inclui banhos árabes preservados e tetos de artesoado, mas também por ter sido o principal local de confinamento da rainha Joana I de Castela, que viveu ali recluída durante cerca de quarenta e seis anos, até à sua morte em 1555. Conhecida como "a Louca", a monarca viveu ali enclausurada durante quarenta e seis anos, até à sua morte em 1555. Atualmente gerido pelo Património Nacional de Espanha, o mosteiro mantém a sua estrutura medieval, onde elementos naturais, como a videira antiga que percorre a alvenaria, se integram na atmosfera de recolhimento monástico.
The entrance courtyard to the Royal Monastery of Santa Clara in Tordesillas, in the province of Valladolid, considered one of the most notable examples of Mudejar art in the region of Castile and León. Originally built in the mid-14th century as a royal palace by order of Alfonso XI and enlarged by his son Pedro I, the building was later converted into a convent for the Order of St. Clare. The architecture visible in the photograph highlights the pragmatic fusion of materials, evidenced by the extensive use of brick on the façade—typical of Castilian Mudejar construction—in contrast to the portico arcades supported by stone columns. The monastic complex has profound historical significance, not only for its artistic wealth, which includes preserved Arab baths and coffered ceilings, but also because it was the main place of confinement for Queen Joanna I of Castile, who lived there in seclusion for about forty-six years, until her death in 1555. Known as “the Mad,” the monarch lived there in seclusion for forty-six years until her death in 1555. Currently managed by Spain's National Heritage, the monastery retains its medieval structure, where natural elements, such as the ancient vine that runs through the masonry, blend into the atmosphere of monastic seclusion.
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