Esfera Armilar em Belém

📅: 2017-02-26  |  📷: SONY  DSLR-A350
🔆: f/5.6       |  🔍: 75.0 mm
⏱️: 1/640 seg.  |  🎚️: 100 ISO

A imagem destaca a imponente estrutura metálica da esfera armilar que coroa o Padrão dos Descobrimentos, situado na margem do rio Tejo, em Belém, Lisboa. Este monumento, inaugurado na sua forma definitiva em betão e pedra rosal em 1960, durante as comemorações do quinto centenário da morte do Infante D. Henrique, recupera o design original concebido pelo arquiteto Cottinelli Telmo e pelo escultor Leopoldo de Almeida para a Exposição do Mundo Português de 1940. A esfera armilar, um modelo reduzido do cosmos utilizado para a observação astronómica e navegação, é aqui representada de forma estilizada, simbolizando o domínio técnico que permitiu a expansão marítima. Historicamente, este instrumento foi adotado como emblema pessoal pelo rei D. Manuel I, tornando-se indissociável da iconografia do império português e da Era dos Descobrimentos. A silhueta esquelética contra o céu evoca a interseção entre a ciência náutica e a ambição exploratória, perpetuando a memória das viagens transoceânicas que redefiniram a geografia mundial conhecida pelos europeus.

The image highlights the imposing metallic structure of the armillary sphere that crowns the Padrão dos Descobrimentos, located on the banks of the Tagus River in Belém, Lisbon. This monument, inaugurated in its final form in concrete and pink stone in 1960, during the celebrations of the fifth centenary of the death of Prince Henry the Navigator, revives the original design conceived by the architect Cottinelli Telmo and the sculptor Leopoldo de Almeida for the 1940 Portuguese World Exhibition. The armillary sphere, a reduced model of the cosmos used for astronomical observation and navigation, is represented here in a stylized form, symbolizing the technical mastery that enabled maritime expansion. Historically, this instrument was adopted as a personal emblem by King Manuel I, becoming inseparable from the iconography of the Portuguese empire and the Age of Discovery. The skeletal silhouette against the sky evokes the intersection between nautical science and exploratory ambition, perpetuating the memory of the transoceanic voyages that redefined the world geography known to Europeans.

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